Pedagogia da autonomia 13/04/2009
Posted by foaead09 in Atividade 3 Turma B.trackback
por Valencia Savioli - Turma B
Nos últimos dias tive o privilégio de ter contato com uma das publicações do renomado educador Paulo Freire, o título Pedagogia da Autonomia*, no qual ele faz diversas considerações sobre a prática educativa e que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
Nesse trabalho, dois pontos me chamaram a atenção: Quando ele valoriza o conhecimento informal: “Se estivesse claro para nós que foi aprendendo que percebemos ser possível ensinar, teríamos entendido com facilidade a importância das experiências informais ns ruas, nas praças, no trabalho, nas salas de aula das escolas, nos pátios dos recreios, em que variados gestos de alunos, de pessoal administrativo, de pessoal docente se cruzam cheios de significação”. (FREIRE, 1996:44)
E quando ele menciona que não somos isentos das influências sociais: “Gosto de ser gente porque, como tal, percebo afinal que a construção de minha presença no mundo, que não se faz no isolamento, isenta da influência das forças sociais, que não se compreende fora da tensão entre o que herdo geneticamente e o que herdo social, cultural e historicamente, tem muito a ver comigo mesmo”. (idem p.53)
Todas essas falas me fizeram refletir sobre o nosso trabalho na Educação a Distância e como apesar de todos os obstáculos, ela é tão importante. Nesse tipo de educação podemos ter realmente a liberdade de valorizar a experiência adquirida no cotidiano de nossos alunos e de nossos colegas. É verdade que estamos sujeitos a influências sociais, o que nos impele a buscar formas de sobrevivência no mundo do trabalho. Nesse sentido, já ouvi algumas críticas sobre os cursos técnicos, mencionando que os processos educativos que são direcionados ao mercado de trabalho não favorecem formações críticas. Será que é isso mesmo que estamos fazendo nesse projeto? Será que nossos alunos, que estão preocupados com sua colocação no mercado de trabalho, não estão desenvolvendo senso crítico e valores éticos? Em virtude das inúmeras experiências relatadas nos blogs, fóruns e outros trabalhos realizados por colegas, tenho que discordar dessas críticas. Nossos alunos estão sim se desenvolvendo e penso que ingressar no mundo do trabalho é um ponto de partida para que sejam cidadãos críticos e participativos.
Ensinar realmente não se trata de transferir conhecimentos, é fazer o que temos feito proporcionando condições para que aprendam. Por isso nosso trabalho agora é continuar estimulando a auto estima deles, o senso crítico e a determinação, para que não desistam e valorizem seus saberes, sem receio dos novos.
* FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
Eu acredito que todo tipo de convivência, mesmo que num curso técnico voltado apenas para o mercado, engrandece uma pessoa com valores.
Interagir com mestres e outros alunos, conhecer novas pessoas… Ao meu ver, isso é muito mais enriquecedor que qualquer palestra que possamos dar.
BTW, belo post!
Valencia, que belo post! Realmente a Pedagogia da Autonomia é uma obra muito importante de Freire e que merece ser relembrada cada vez mais nestes tempos de EAD.
Boa tarde! eu sou professora da rede publica e gostaria de saber com eu faço a inscriçâo para fazer uma faculdade a distancia gratis.